18/04/2018

Estudantina



 Prezados,


Década de 1980, extertores do regime militar, formávamos um grupo político sob a liderança do Sílvio (Sílvio Silvado Siqueira), que à época filiou-se ao PDT, criado por Leonel Brizola após a “perda” da histórica sigla PTB.

Nas eleições de 1982 o grupo trabalhou pelas candidaturas de Rogê Ferreira para governador e dos demais nomes para senado e câmara federal. Para deputado estadual foi lançada a candidatura do Sílvio.

Algum tempo depois ocorreu um congresso da Internacional Socialista no Rio de Janeiro e do nosso grupo reunimos quatorze casais para participar. Nossa hospedagem foi em um bom hotel antigo e confortável, no centro da cidade, onde conseguimos uma excelente tarifa comparando com outros das regiões praianas.

Durante o dia tínhamos as atividades políticas e à noite saíamos para passeios, geralmente em grupo. Uma noite fomos todos para um dos marcos do Rio de Janeiro: a Estudantina, tradicional gafieira, na Praça Tiradentes, um dos berços da bossa nova e ponto importantíssimo da MPB. Respeitando o famoso REGULAMENTO DA GAFIEIRA estampado na parede, vinte e oito paulistanos na noite carioca curtiram, curtiram, curtiram...

Estando próximo do horário do encerramento, lá pelas cinco da manhã, nenhum sinal de cansaço ou desânimo; começou a se difundir no meio do grupo a ideia de continuar até as seis. Eu fui o encarregado pelo grupo de “passar a conversa” no Gerente. Vamos tentar! Embalado pelo ânimo geral, pelo teor alcoólico em nível bom para argumentar, a inspiração veio forte.

Entre os muitos argumentos, parece que o econômico financeiro foi o mais eficiente: fiz ver ao Sr. Gerente, autoridade máxima da casa ali presente, o quanto iriam lucrar com o grupo numeroso de paulistas consumindo e gastando. Resultado: VITÓRIA!

 É o que considero o “grande feito” de conseguir prolongar por uma hora, em pleno fim de noite, o funcionamento da mais famosa gafieira do Rio de Janeiro.
A noitada prosseguiu a todo o vapor, saímos depois das seis e chegamos ao hotel ainda com apetite para um excelente café da manhã, antes de todos irem dormir o sono dos justos, sob a proteção e as bênçãos dos deuses do samba.

A “vitória” foi tão saborosa que hoje, mais de 30 anos passados, ainda é lembrada como um momento de imensa satisfação para todos que lá estiveram.

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2 comentários:

  1. Tio, não sabia que o Sr. era pe de valsa (de gafieira, no caso)

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    1. Olá, Ju querida. Fui um grande péssimo dançarino. Sempre curtí muito, mas sou um desajeitado por natureza!!! Por isto os fantásticos carnavais de Rio Grande, décadas 50 e 60, tiveram sempre a minha participação. Além, cLaro, de outros eventos relacionados com dança; ESTUDANTINA, por exemplo. Obrigado pelo interesse e comentários, bjs. Jasel

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