Prezados,
Década de 1980, extertores do regime militar, formávamos um
grupo político sob a liderança do Sílvio (Sílvio Silvado Siqueira), que à época
filiou-se ao PDT, criado por Leonel Brizola após a “perda” da histórica sigla
PTB.
Nas eleições de 1982 o grupo trabalhou pelas candidaturas de
Rogê Ferreira para governador e dos demais nomes para senado e câmara federal.
Para deputado estadual foi lançada a candidatura do Sílvio.
Algum tempo depois ocorreu um congresso da Internacional
Socialista no Rio de Janeiro e do nosso grupo reunimos quatorze casais para
participar. Nossa hospedagem foi em um bom hotel antigo e confortável, no
centro da cidade, onde conseguimos uma excelente tarifa comparando com outros
das regiões praianas.
Durante o dia tínhamos as atividades políticas e à noite
saíamos para passeios, geralmente em grupo. Uma noite fomos todos para um dos
marcos do Rio de Janeiro: a Estudantina, tradicional gafieira, na Praça
Tiradentes, um dos berços da bossa nova e ponto importantíssimo da MPB.
Respeitando o famoso REGULAMENTO DA GAFIEIRA estampado na parede, vinte e oito
paulistanos na noite carioca curtiram, curtiram, curtiram...
Estando próximo do horário do encerramento, lá pelas cinco
da manhã, nenhum sinal de cansaço ou desânimo; começou a se difundir no meio do
grupo a ideia de continuar até as seis. Eu fui o encarregado pelo grupo de
“passar a conversa” no Gerente. Vamos tentar! Embalado pelo ânimo geral, pelo
teor alcoólico em nível bom para argumentar, a inspiração veio forte.
Entre os muitos argumentos, parece que o econômico
financeiro foi o mais eficiente: fiz ver ao Sr. Gerente, autoridade máxima da
casa ali presente, o quanto iriam lucrar com o grupo numeroso de paulistas
consumindo e gastando. Resultado: VITÓRIA!
É o que considero o
“grande feito” de conseguir prolongar por uma hora, em pleno fim de noite, o
funcionamento da mais famosa gafieira do Rio de Janeiro.
A noitada prosseguiu a todo o vapor, saímos depois das seis
e chegamos ao hotel ainda com apetite para um excelente café da manhã, antes de
todos irem dormir o sono dos justos, sob a proteção e as bênçãos dos deuses do
samba.
A “vitória” foi tão saborosa que hoje, mais de 30 anos
passados, ainda é lembrada como um momento de imensa satisfação para todos que
lá estiveram.
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Tio, não sabia que o Sr. era pe de valsa (de gafieira, no caso)
ResponderExcluirOlá, Ju querida. Fui um grande péssimo dançarino. Sempre curtí muito, mas sou um desajeitado por natureza!!! Por isto os fantásticos carnavais de Rio Grande, décadas 50 e 60, tiveram sempre a minha participação. Além, cLaro, de outros eventos relacionados com dança; ESTUDANTINA, por exemplo. Obrigado pelo interesse e comentários, bjs. Jasel
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